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Ela ensina a arte para crianças na Barra e na Gávea

Daniela é promotora do festival – Agência O Globo / Fabio Rossi

RIO – Filha de Gracindo Jr. e Débora Duarte, peixinho é. Mas, dentro do universo artístico, a praia de Daniela Gracindo é compartilhar conhecimento com menores de idade. Desde que começou a dar aula de teatro para crianças, na casa da mãe, para juntar dinheiro, ela se apaixonou pelo ofício. Quando concluiu a pós-graduação em Cinema, a técnica de interpretação sobre o palco foi substituída pelos ensinamentos sobre a sétima arte. Nessa onda, Daniela criou o Festival Internacional Pequeno Cineasta e, graças ao evento, em julho embarcará numa das mais importantes aventuras de sua vida: o matrimônio com um sueco que conheceu numa mostra de curtas, na Dinamarca. Parece coisa de filme, mas é realidade.

— Estudo teatro desde os 14 anos. Fiz peças profissionais, longas e novelas. Até os 25, meu foco era a carreira de atriz. Mas a vida tem dessas coisas: eu sonhava ser atriz e descobri minha paixão ensinando às crianças e criando com elas. E o legal do cinema é ser global, falar com mundo todo. Isso é tão real que vou me casar com um cara do outro lado do Atlântico.

O futuro marido começou como um colega de trabalho. Daniela foi convidada para conhecer a mostra dinamarqusa Buster, de cinema infantojuvenil, em 2013. Lá, foi apresentada a Kristoffer Hagelberg, que prestava serviço para o evento, e o contratou para ser seu coordenador internacional e mediar todas as negociações do Festival Internacional Pequeno Cineasta:

— Nesses três anos, fui para lá e ele veio para cá várias vezes. Mas a Suécia não é logo ali. Não dá para ficar namorando à distância. Por isso, decidimos nos casar e ficar juntos num lugar.

E o lugar é a Barra da Tijuca. Moradora do Jardim Oceânico, Daniela se orgulha de não precisar dirigir para chegar onde quer.

— Faço tudo a pé. Isso no Rio é um luxo. Caminho até a praia, a banca, a farmácia, a aula de ioga e o meu curso, no Espaço Move. Isso não é a perfeição?

Quase. De vez em quando, Daniela é obrigada a lembrar que a vida não é um filme em que tudo dá certo. Ela encara o trânsito pesado até a Gávea, onde também oferece oficinas do Pequeno Cineasta.

No ano passado, o curta “Quarto branco” (foto) foi o vencedor nacional da mostra – Reprodução / Divulgação

Desde 2009, quando abriu a primeira turma, ela já formou uma média de 250 alunos, que realizaram mais de 50 filmes. As produções feitas no curso participam de uma mostra paralela ao festival. Assim, não há como dizerem que houve marmelada.

— Mas, claro, quando eles concluem a oficina e realizam seus filmes, podem participar do festival e concorrer — frisa.

O evento, que já teve 670 filmes inscritos até hoje e contou com a exibição de mais de 300 curtas estrangeiros, oriundos de cerca de 30 países, está com inscrições abertas para sua sexta edição, que será realizada em novembro.

As informações estão no site pequenocineasta.com.br. Em paralelo, estão abertas as matrículas para a 26ª turma da oficina, que começa no dia 21.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/bairros/daniela-gracindo-cria-festival-para-cineastas-mirins-19293795#ixzz4bOgzhBfm
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